“Pato Bravo” é o novo aliado na Luta Contra os Jacintos-de-Água

Conforme já tínhamos anunciado o início da Limpeza do Rio Sorraia será na próxima semana, o plano de Limpeza inclui vários meios mecânicos incluindo uma ceifeira aquática.

jacintos-de-água
Foto: Paulo Seguro

Segundo o Jornal Expresso “Pato Bravo” é o nome da ceifeira aquática, cedida pela Câmara de Águeda, que vai ajudar os municípios de Coruche e de Benavente a remover a praga de jacintos-de-água que infestou este Verão o rio Sorraia. De acordo com o Plano de Remoção coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente, os meios mecânicos vão atuar já a partir da próxima semana em nove troços ao longo de 80 quilómetros de linhas de água afetados.

jacintos-de-água
Foto: invasoras.pt

Segundo o que apuramos no site invasoras.pt, a Câmara municipal de Águeda utiliza este equipamento desde 2006, uma ceifeira aquática, batizada pelas crianças do concelho como “Pato Bravo”, para remover os jacintos-de-água. Refere a mesma fonte que a ceifeira precisa apenas de 35 centímetros de água para operar. Tem um tapete rolante que recolhe as massas de jacintos-de-água que depois são armazenadas num depósito.

jacintos-de-água
Foto: Paulo Seguro

Conforme refere o Jornal Expresso o plano indica que “até meados de 2020” será feito “um diagnóstico da situação, no sentido de identificar medidas que limitem de forma significativa o desenvolvimento do Jacinto-de-Água, entre as quais a limpeza do leito e margens e a reabilitação das galerias ribeirinhas, bem como controlo dos nutrientes afluentes à linha de água”. Também está projetada uma “análise das potencialidades de utilização do material vegetal depois de seco na agricultura, pecuária ou compostagem”.

Não é indicado quanto tempo durará a intervenção mecânica agora prevista que, para além da ceifeira, conta com duas retroescavadoras, duas giratórias e duas embarcações. Perante um problema crescente, a APA está a “equacionar a eventual aquisição de uma ceifeira aquática para limpeza das várias linhas de água afetadas” no país.

A Bióloga Sandra Alcobia referiu recentemente, outrora navegável, o rio Sorraia atravessa nos nossos dias uma situação alarmante onde cerca de 80% da sua extensão se encontra coberta por um denso tapete de jacinto de água (Eichhornia sp), planta infestante oriunda da bacia amazónica considerada como uma das piores espécies invasoras.”

Estas plantas aquáticas, introduzidas principalmente para fins ornamentais, apresentam a particularidade de se reproduzirem e replicarem muito rapidamente, podendo duplicar a sua população em apenas 5 dias onde cada fragmento pode ser arrastado pela corrente e originar novos focos de invasão. Sendo favorecida por águas ricas em nutrientes, principalmente azoto, fósforo e potássio, encontra ao longo deste rio condições de excelência para a sua propagação, resultantes das actividades agrosilvo-pastoris.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *